quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Reflexões de uma fã

POR: Raquel Morelli
(Publicado no blog "Heath Ledger Brazil)




Toda esta conclusão que apresentarei, levei esses 3 anos para entender. E talvez ainda nem tenha entendido direito.
Hoje em dia, o significado de Heath Ledger para mim é outro do que costumava ser na adolescência.

Quem me conhece hoje sabe que, obviamente, já não sou mais a mesma do que eu era em 2011, quando entrei para o blog: eu amadureci de novo, estou a três meses do término da faculdade, eu mudei, eu voltei, eu comecei a trabalhar, eu virei adulta.




E agora, as responsabilidades são outras, como professora, tenho vida a formar, tenho metas a cumprir e tenho rotina, horários, e... Falta de voz.
E de tempo.

Então, se em 3 anos a gente muda, imagina de seis anos pra cá?
Tudo na minha vida tem outro significado, com o Heath também não é diferente.

Não tenho mais tempo de ver todos os filmes dele, não tenho mais tanto tempo de passar horas na internet pesquisando e postando, fico cansada com mais facilidade.
E depois que tomamos alguns "sustos" paramos para lembrar a nossa essência. "Que a vida é mesmo uma coisa muito frágil".
E eu costumo pensar no Heath.

Quem me conhece hoje, sabe que agora eu já não pergunto de cara se gosta ou não de Batman, e se a resposta for negativa, viro a cara. Quem me conhece hoje sabe que meu poster do Coringa já está bem gasto e eu não falo 87% do tempo em Heath Ledger.
Quem me conhece sabe que faz um certo tempo que eu não assisto ao "Batman" e também sabe que eu não atualizo mais meu caderno do Heath.

"Mas você não gosta mais dele? Foi uma paixão teen que acabou?"
Não. Claro que não. Desde os 15 anos eu convivo com a presença diária dele, convivo com tudo que ele construiu em mim, com toda a "herança" que me deixou: amor por cinema, certos pensamentos, certo estilo e também o fato de eu ter uma personalidade extremamente compatível com a dele, pelo tanto que sei sobre sua vida.

Não preciso ser mais a "adolescente louca" para me considerar fã, não preciso mais estar 100% do meu tempo atrás das coisas dele.

Mas preciso sim, pensar nele e preciso do meu mural de fotos na parede do meu quarto, que há seis anos olho sempre para as fotos e converso pelo pensamento.
Preciso me empolgar quando vejo, sem querer, algo relacionado a ele em alguma matéria (aí sim, hora de abrir a coleção para guardar mais uma revista ou jornal), preciso me empolgar e berrar com uma vendedora em uma livraria quando quero comprar o livro "Cartas de amor aos mortos", só porque tem Heath Ledger de alguma forma lá (e de certa forma me decepcionar um pouco quando faço a leitura).

Tenho saudades do Heath. Ela aumenta a cada dia e por isso talvez, procuro direcionar meu lado fã para algo bom: blog, tumblr e fanpage.
Sou uma fã talvez relapsa às vezes e com umas ideias que até parece que não gosto dele, mas ao contrário: por gostar demais, à vezes não consigo ver seus filmes e opte por fazer outra coisa.

Eu queria ter conhecido você, Heath. A gente teria se dado tão bem.

Se eu for algum dia parar para ser fã como era há seis anos, talvez eu entrasse até mesmo em uma depressão, porque talvez esse amadurecimento de minha parte, pincele todo o sofrimento "irracional" que me acompanhou por uns anos.

Talvez eu tenha saudade de 2008, como a própria Michelle Williams falou. Porque o tempo vai passando, e com ele, a esperança de, de alguma forma, te ver novamente, também se esgotou.

Faço tudo o que posso e o que não posso para manter sua memória viva, pelo menos em mim. Ainda tento persuadir as pessoas a gostarem de você, mas não me estendo muito.
Prefiro guardar tudo o que eu sinto, para mim.

Ainda é intenso e sempre vai ser. Muda, mas vai ser sempre amor, sempre um sentimento de nostalgia e sempre uma vontade de expulsar tudo o que eu sinto e nem sempre conseguir.

Enfim, o tempo está passando, mas a cada dia, o amor pelo ídolo se mostra forte e vivo em mim.

Heath Ledger, eu queria que você estivesse aqui.

Um comentário :

  1. Oi, Raquel! ^^
    Seja bem-vinda de volta ao mundo dos blogs. Escrever é tão bom, né?
    Sobre o post, realmente nosso amor pelo ídolo não muda. Mas as atitudes mudam de acordo com a maturidade, sem dúvida. Normal, né? Confesso que algumas paixões quando eu era adolescente mudaram. Era só uma fase mesmo. Por exemplo, amava o Dado Dolabella hahaha! Mas têm alguns ídolos que a admiração jamais morre. As atitudes mudam, mas o sentimento continua firme e forte. :))

    Beijocas,
    Carol
    www.pequenajornalista.com.br

    P.S: muito obrigada pelo comentário lindo lá no post "confusão". Adorei muito!!

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