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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Sobre camaleões e lagartas

POR: Raquel Morelli

Resultado de imagem para meditação tumblr

Os dias passam
A mente muda
O corpo acompanha
Mudando também

Transformação, evolução
Saindo de mim mesma
Para encontrar meu novo eu

Sou camaleão
Em estado constante de transformação
Mudo de cores e temores
Como a lagarta
Transformou-se em borboleta
E agora?

Medo de voar, não, não.
Medo é a mais pura ilusão
Abra seu coração
Não dê mais desculpas em vão

Saindo da rotina
Encontrando minha paz
Agora aprendo que o que eu tenho
Não me satisfaz
É o que eu sou
Que me diz pra onde eu vou

Mude seu cabelo,
Mude suas roupas
Mas perceba que a melhor mudança
Deve ser aquela
Que é de dentro pra fora

segunda-feira, 30 de março de 2015

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Reflexões de uma fã

POR: Raquel Morelli
(Publicado no blog "Heath Ledger Brazil)




Toda esta conclusão que apresentarei, levei esses 3 anos para entender. E talvez ainda nem tenha entendido direito.
Hoje em dia, o significado de Heath Ledger para mim é outro do que costumava ser na adolescência.

Quem me conhece hoje sabe que, obviamente, já não sou mais a mesma do que eu era em 2011, quando entrei para o blog: eu amadureci de novo, estou a três meses do término da faculdade, eu mudei, eu voltei, eu comecei a trabalhar, eu virei adulta.




E agora, as responsabilidades são outras, como professora, tenho vida a formar, tenho metas a cumprir e tenho rotina, horários, e... Falta de voz.
E de tempo.

Então, se em 3 anos a gente muda, imagina de seis anos pra cá?
Tudo na minha vida tem outro significado, com o Heath também não é diferente.

Não tenho mais tempo de ver todos os filmes dele, não tenho mais tanto tempo de passar horas na internet pesquisando e postando, fico cansada com mais facilidade.
E depois que tomamos alguns "sustos" paramos para lembrar a nossa essência. "Que a vida é mesmo uma coisa muito frágil".
E eu costumo pensar no Heath.

Quem me conhece hoje, sabe que agora eu já não pergunto de cara se gosta ou não de Batman, e se a resposta for negativa, viro a cara. Quem me conhece hoje sabe que meu poster do Coringa já está bem gasto e eu não falo 87% do tempo em Heath Ledger.
Quem me conhece sabe que faz um certo tempo que eu não assisto ao "Batman" e também sabe que eu não atualizo mais meu caderno do Heath.

"Mas você não gosta mais dele? Foi uma paixão teen que acabou?"
Não. Claro que não. Desde os 15 anos eu convivo com a presença diária dele, convivo com tudo que ele construiu em mim, com toda a "herança" que me deixou: amor por cinema, certos pensamentos, certo estilo e também o fato de eu ter uma personalidade extremamente compatível com a dele, pelo tanto que sei sobre sua vida.

Não preciso ser mais a "adolescente louca" para me considerar fã, não preciso mais estar 100% do meu tempo atrás das coisas dele.

Mas preciso sim, pensar nele e preciso do meu mural de fotos na parede do meu quarto, que há seis anos olho sempre para as fotos e converso pelo pensamento.
Preciso me empolgar quando vejo, sem querer, algo relacionado a ele em alguma matéria (aí sim, hora de abrir a coleção para guardar mais uma revista ou jornal), preciso me empolgar e berrar com uma vendedora em uma livraria quando quero comprar o livro "Cartas de amor aos mortos", só porque tem Heath Ledger de alguma forma lá (e de certa forma me decepcionar um pouco quando faço a leitura).

Tenho saudades do Heath. Ela aumenta a cada dia e por isso talvez, procuro direcionar meu lado fã para algo bom: blog, tumblr e fanpage.
Sou uma fã talvez relapsa às vezes e com umas ideias que até parece que não gosto dele, mas ao contrário: por gostar demais, à vezes não consigo ver seus filmes e opte por fazer outra coisa.

Eu queria ter conhecido você, Heath. A gente teria se dado tão bem.

Se eu for algum dia parar para ser fã como era há seis anos, talvez eu entrasse até mesmo em uma depressão, porque talvez esse amadurecimento de minha parte, pincele todo o sofrimento "irracional" que me acompanhou por uns anos.

Talvez eu tenha saudade de 2008, como a própria Michelle Williams falou. Porque o tempo vai passando, e com ele, a esperança de, de alguma forma, te ver novamente, também se esgotou.

Faço tudo o que posso e o que não posso para manter sua memória viva, pelo menos em mim. Ainda tento persuadir as pessoas a gostarem de você, mas não me estendo muito.
Prefiro guardar tudo o que eu sinto, para mim.

Ainda é intenso e sempre vai ser. Muda, mas vai ser sempre amor, sempre um sentimento de nostalgia e sempre uma vontade de expulsar tudo o que eu sinto e nem sempre conseguir.

Enfim, o tempo está passando, mas a cada dia, o amor pelo ídolo se mostra forte e vivo em mim.

Heath Ledger, eu queria que você estivesse aqui.

sábado, 19 de julho de 2014

Brilho Eterno

POR: Raquel Morelli
(Retirado do livro "Minhas Palavras")


Lembranças... Este pode ter sido o "tema" do meu final de semana. Na sexta feira, assisti novamente a um filme chamado "Lembranças" e no domingo, vi pela primeira vez "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças"...
Os dois são bem diferentes e muito interessantes, mas achei legal essa coincidência no nome.
Porém, após assistir ao segundo filme, pensei em algo...
Eu jamais queria apagar alguém da minha memória. Porque, por mais que seja, as pessoas que passam na nossa vida, não passam por acaso. Apagar alguém das suas lembranças é, literalmente, apagar você mesmo. Sua história, coisas que você aprendeu a fazer e a gostar, momentos que viveu e que ajudaram você a estar onde está hoje. Não faz sentido apagar tudo isso por causa de uma pessoa.
Guardar lembranças é um dos maiores encantos dessa vida. A raiva é momentânea, mas a lembrança das coisas boas, não. Lembrar de algo pode doer, mas é essencial que se lembre para que você tenha, de fato, uma história de vida.
Não tem porque apagar momentos da sua história que, algum dia, te fizeram feliz. Ou mesmo os ruins, pois foram eles que te fizeram aprender.
Apagando a sua memória, você automaticamente se apagará junto. Desconsertará sua própria vida. Terá um rumo diferente, não saberá o porquê de muitas coisas.
A memória é essencial para nossa própria saúde. Se nossas lembranças às vezes nos enlouquecem, imagina como seria a nossa vida SEM elas?
Mais enlouquecedor ainda...
E eu uso o exemplo de um outro filme baseado em uma história real para firmar tudo o que eu falei: "Para Sempre", a história de Paige que, fatalmente, perde a memória recente e não se lembra mais do marido, da vida que levava e porque optou por essa vida.
Apenas se lembra do passado e, ao tentar ser manipulada pelas pessoas que fazem parte dele, gera uma grande confusão em sua cabeça.
Porém, eu sei que tudo o que é verdadeiro permanece, então aprendi a seguinte lição: não adianta tentar apagar alguém de sua vida, porque tudo o que tiver que acontecer, vai acontecer. Se for para você ficar com alguém, esse alguém virá até você, uma, duas, mil vezes até vocês perceberem que é pra dar certo, que é pra construir uma história juntos. Que é pra viver e ter lembranças com essa pessoa.

Ou seja, lembranças nada mais são que o brilho eterno de nossa vida.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mudei



POR: Raquel Morelli
(Retirado do livro "Minhas Palavras")


Eu parei para pensar e descobri que não sou mais a mesma. Em muitas coisas. Eu mudei, de fato. Em amplos sentidos. De todas as formas.
Coisas que no passado eu jamais imaginaria pensar, fazer ou ser, eu penso, faço e sou.
Em relação a como vejo o futuro, eu mudei. Sempre achei que fosse viver até o fim da minha vida sozinha, em uma casa espaçosa com uns 10 cachorros pra mais, com uma piscina, lareira, com uma sala gigante de livros e outra de filmes...
Agora eu ainda me vejo nessa mesma casa, basicamente. Só que já começo a considerar a hipótese de não estar mais sozinha. Quem sabe eu, no fundo, não queira casar algum dia (com alguém que eu tenha realmente a certeza de que amo muito).. E quem sabe eu não tenha o Renato? Olha só, logo eu que quando era criança adorava esse nome e queria colocá-lo no meu filho... Mas com o passar do tempo, essa vontade de ser mãe me enjoava e não queria nem pensar em ter que carregar um bebê 9 meses na minha barriga e a vida toda comigo. Agora, quem sabe eu não esteja revendo os meus conceitos?
Obviamente, muitas coisas permanecem... Como a vontade de ter meus 10 cachorros, uma casa espaçosa, com piscina e tudo o mais. Mas agora me dou ao direito de imaginar, ainda que de vez em quando, essa outra possibilidade.
Eu ainda penso nas minhas viagens. Claro que eu quero (e vou) conhecer minha tão querida Perth, mas confesso que a minha vontade de viver para sempre lá já praticamente não existe mais. Existe sim, a vontade de passar um tempo, mas talvez a vida toda seja muito e tem outros lugares que quero viver por algum tempo.
Tipo a minha casa. Antes, eu era maluca para sair dela, pra sair daquela pequena cidade. Hoje, quem diria, sou louca pra voltar pra lá...
Eu antes queria ser uma grande cineasta e roteirista, hoje em dia voltei com a minha vontade absurda de ser escritora que desde pequena eu tenho.
Eu que nunca bebia. Agora bebo, sim. Não sempre e não loucamente. Mas me dou esse direito de vez em quando.
Eu sempre fui uma aluna exemplar, que morria de medo de tudo... De provas, de professores, de faltas de trabalhos... Hoje não, hoje eu sou muito sossegada com tudo isso e quer saber? Estou me saindo muito melhor do que antes, pode ver minhas notas, minhas faltas e desempenho.
Antes eu era maluca pelo meu único ídolo, Heath Ledger. Ele continua sendo o maior de todos, o amor platônico mais lindo e trágico. Mas me dou ao direito de amar pelo menos um pouquinho os que ainda estão vivos.
Enfim, dá pra perceber que eu mudei tanto assim?